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Alzheimer: uma doença que atinge mais de 100 mil gaúchos – Artigo de Leandro Minozzo

21 de setembro, 2019 às 17:29 - por Leandro Minozzo

Para refletirmos um pouco sobre a data alusiva de hoje!

Entre as doenças e suas cores alusivas, aquela que costuma passar mais desapercebida é o Alzheimer. O roxo simboliza o enfrentamento diário que milhões de pessoas, famílias e voluntários fazem em todo o Brasil, independente de classe social. Hoje, dia 21 de setembro, comemora-se o Dia Mundial da Doença de Alzheimer.

E por que será que estamos presenciando um número assustador de casos de demências? Primeiro, isso se deve ao acelerado envelhecimento dos brasileiros e a três características que marcam nossa população idosa. Em média, a escolaridade do idoso brasileiro é baixíssima, ao redor de quatro anos, sendo que mais de 40% apresenta analfabetismo funcional e mais de 20%, analfabetismo. Em segundo lugar, os brasileiros na meia e terceira idades ficam expostos durante décadas a fatores de risco e a doenças que predispõem ao Alzheimer, muita vezes sem o tratamento adequado. É o caso do sedentarismo, da hipertensão arterial, da diabetes e da depressão. Por último, temos uma dificuldade no acesso à educação ao longo da vida. Espaços educacionais adaptados, como as Universidades da Terceira idade, ainda são raros em nosso meio. Dessa forma, a carga de estímulos cognitivos acaba sendo reduzida em momento crucial, quando ela deveria ser pelo menos mantida.

Outro fato relevante e que mostra o quanto precisamos evoluir enquanto sociedade nessa causa é que, apesar de toda a informação disponível, fazemos pouco diagnóstico de Alzheimer. Deixamos, de uma forma indigna, milhares de idosos e seus familiares sem a oportunidade de cuidado adequado. Cuidado não só medicamentoso, mas principalmente no jeito, na humanidade. São casos nos quais diversos tipos de violência emergem. Estima-se que tenhamos mais de 700 mil idosos brasileiros nessa situação de ter uma demência e não se ter o diagnóstico feito por um médico.

No RS, temos iniciativas promissoras, como a ABRAz e o PL 342/19 na Assembleia Legislativa, que trata justamente de uma nova forma para enfrentarmos o Alzheimer.

Leandro Minozzo é Médico Geriatra e professor de Medicina da FEEVALE

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