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A Comunicação e suas influências – Artigo de Adriana Borges Kaus

18 de novembro, 2019 às 12:17 - por Adriana Borges Kaus

Na era digital será que ainda é possível dizer que não somos influenciados e influenciadores? Quase impossível, ainda que esta seja uma palavra muito definitiva para usar tratando-se de Comunicação enquanto área de estudo. Entretanto considerando que comunicação é fenômeno, temos que levar em consideração o contexto, o entorno.

Considerando também o Google como “Pai da Informação” e a Wikipédia, a mãe, não existem verdades absolutas e sim diferentes pontos de vista sobre determinado tema ou objeto de estudo.

Depois de anos, muitos anos, diga-se por passagem, voltei a encontrar um seleto grupo de amigos que fizeram parte da minha juventude, que juntos cursaram o antigo Ginásio, entenda-se da 6ª à 8ª série do Ensino Fundamental, pude compreender que a comunicação realmente mudou. Nossas gírias ainda são daqueles tempos, ainda que cada um tenha seguido suas carreiras, desde professora a empreendedor de uma marca, usamos termos como “galerinha”; “astral”; “grupinho”; “Nóia” referindo-se à cidade de Novo Hamburgo; “Guri” e “Guria”…O que que é tri, sim tipo importante, é que consideramos que esta é a nossa essência, a linguagem que também nos une e nos torna jovens outra vez, quando a gente se encontra.

Trabalho essencialmente com jovens e adultos, nas escolas técnicas, ONGs e empresas e percebo que todos consideram a Comunicação como um problema. Já eu, a vejo como uma oportunidade. A essência da Comunicação é tornar comum, então sempre será um desafio, pois cada geração terá a sua essência. A linguagem é viva, se transforma…

Observemos nossos pais, tios e tias da “geração Bossa Nova” e que curtiam filmes nacionais de ação com Roberto e Erasmo, e veremos que ainda resta um “mora, bicho?” ou “ela era um broto” na conversa do almoço de domingo.

Compreender que o fenômeno não é problema, e sim um desafio em fazer-nos entender, usando uma linguagem que faça sentido naquele contexto e que se mantenha gramaticalmente correta, pois assassinar o Português não tem a menor graça no meio corporativo. Aliás, pelo contrário, cria uma imagem negativa do profissional. Dos sentidos, a visão é a mais forte influenciadora do ser humano, pois recebe a informação de forma imediata pela retina do olho, que se em boas condições enxerga longe; entretanto secundariamente a audição também forma opinião.

Então me parece aqui que o desafio aumenta no sentindo em que o meu receptor, no processo de Comunicação, forma uma imagem pelo que essencialmente ele vê e ouve de mim, ou seja, somos o que o outro percebe. Ai já fica mais complicado, entrando na Psicologia…. Na verdade, tudo que todos queremos é sermos aceitos pelo que somos na essência. Torna-se inaceitável, por exemplo determinadas atitudes tais como: falar palavrão em uma reunião de negócios, usar diminutivos para amenizar o problema do cliente; usar termos em Inglês para um público que deseja e precisa da informação em bom e claro Português.

Clareza e objetividade, ou seja, coesão e coerência, ainda são características essenciais à comunicação, seja ela escrita ou falada. Na vida, nem tudo cai no Enem, mas usar o bom e velho “Aurélio” poderia salvar a imagem profissional de muita gente, inclusive nas redes sociais. #ficaadica #cuidadoteuFaceeInsta

Adriana Borges Kaus – Orientadora Educacional Senac São Leopoldo, bacharel em Comunicação Social-Habilitação Relações Públicas e MBA em Marketing Estratégico para Varejo e Serviços

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