Publicidade

Polícia do Rio prende mulher de PM acusado de matar Marielle Franco

03 de outubro, 2019 às 13:08 - por Mariana Santos - Redação www.visaodovalesl.com.br

Elaine Lessa, mulher de Ronnie Lessa, chega a delegacia após ser presa.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu na manhã de hoje quatro pessoas suspeitas de envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018. Entre elas está Elaine de Figueiredo Lessa, mulher do sargento reformado da PM Ronnie Lessa, acusado de cometer o crime. Além de Elaine, a polícia prendeu Bruno Figueiredo, irmão dela, Márcio Montavano, o “Márcio Gordo”, e Josinaldo Freitas, o “Di Jaca”. Eles são suspeitos de ajudar a ocultar provas, entre elas, a arma usada no crime. Ronnie também é alvo de mandado, mas ele já está preso.

As acusações são de obstrução de Justiça, porte de arma e associação criminosa. A operação, chamada de “Submersus”, cumpre também 20 mandados de busca e apreensão. O advogado de Elaine, Fernando Santana, disse que ficou surpreso com a prisão. “Elaine era testemunha, prestou depoimento aqui [na Delegacia de Homicídios] e agora foi presa?”, questionou o advogado, que também defende Ronnie e Figueiredo. Ele ainda não se manifestou sobre o suposto envolvimento do marido e irmão de Elaine no caso.

Arma usada no crime foi jogada no mar, diz polícia 

Bruno Figueiredo, cunhado de Ronnie Lessa, também foi preso.

Segundo a Polícia Civil, o grupo teria ocultado armas usadas pelo grupo de Ronnie, entre elas a submetralhadora HK MP5, que teria sido usada para matar Marielle e Anderson. De acordo com as investigações da DH (Delegacia de Homicídios), em março deste ano, dois dias depois das prisões de Ronnie e do ex-policial Élcio de Queiroz, outro acusado de matar a dupla, o grupo teria jogado as armas no mar.

Sob o comando de Elaine, conforme a polícia, o armamento foi descartado próximo às ilhas Tijucas, na altura da Barra da Tijuca. Para a DH, Montavano tirou uma caixa com armas de um apartamento no bairro da Pechincha, na zona oeste do Rio, levou-a até Freitas, que havia contratado o o serviço de um taxista para transportá-la até o Quebra-Mar, de onde saiu o barco que levou o material até o oceano.

Já Bruno é acusado de ajudar Montavano na execução do plano. Com o auxílio de mergulhadores do Corpo de Bombeiros e da Marinha, foram realizadas buscas no local, mas nada foi encontrado. A profundidade e as águas muito turvas dificultaram o trabalho, segundo a Polícia Civil. Já um pescador, segundo a investigação, revelou que foi contratado por um homem, identificado depois como “Di Jaca”, recebendo R$ 300 para levá-lo ao local onde “fuzis e pequenas caixas”, que estavam em uma mala e em uma caixa, seriam jogados no mar.

Redação www.visaodovalesl.com.br – Fonte: UOL

Publicidade

Banner Web Visão do Vale_969x131px Semae

2016 - Todos os direitos Reservados