Publicidade

Prefeitura de são Leopoldo exige contrapartidas do governo estadual para instalação de água e esgoto no presídio de Sapucaia

09 de novembro, 2019 às 13:19 - por Redação do www.visadovalesl.com.br

Foto: Thales Ferreira

São Leopoldo: O presídio estadual  que está sendo construído na cidade de Sapucaia do Sul, terá os maiores impactos nas áreas de infra-estrutura viária, rede de esgoto e água, atendimento de saúde e segurança pública  sentidos pela comunidade de São Leopoldo. Antes de encaminhar a inauguração da casa prisional, o vice-governador e secretário de Segurança Pública Ranolfo Vieira Junior pediu ajuda à Prefeitura leopoldense para a instalação de água e esgoto, alegando dificuldades do Estado em assumir esta demanda em função do tempo para a Corsan atender as exigências legais.

A resposta da Prefeitura foi entregue esta semana no gabinete do vice-governador. Em forma de carta, ela expõe o impacto negativo da obra sobre a  comunidade leopoldense, especialmente a do bairro São João Batista e exige contrapartidas importantes do governo estadual.

Segundo o documento, o fluxo viário para acesso ao presídio ocorrerá pelo território de São Leopoldo, acarretando intenso movimento de prestadores de serviço, viaturas policiais, visitantes e funcionários, Também se espera um significativo impacto urbano no entorno, como já visto em outras unidades prisionais do Estado, ocasionando alterações no cotidiano do bairro. Haverá, ainda, impacto ambiental que recairá para a administração de São Leopoldo, em função do projeto de tratamento previsto ser primário, com fossa e filtro, e o volume de efluentes não está previsto na rede de drenagem do Semae. Por último, a rede de atendimento em saúde também será utilizada, especialmente o Hospital Centenário, pelo acesso facilitado à cidade.

CONTRAPARTIDAS EXIGIDAS PELO GOVERNO MUNICIPAL DE SÃO LEOPOLDO  – Para que o município de São Leopoldo arque com o projeto de instalação de rede de água e esgotos no Presídio de Sapucaia do Sul o governo do Estado precisaria:

a – incluir no projeto a implantação de uma unidade de tratamento de esgotos para o presídio.

b – suplementar orçamentariamente o volume de recursos mensais ao Hospital Centenário, no valor de R$ 4 milhões, para manter o funcionamento equilibrado do HC.

c – garantir investimentos do Estado nas unidades de saúde que atendem a região atendida.

d – prover investimentos estaduais no sistema de vigilância e na segurança pública, para ampliar ações preventivas na área e na cidade.

Segundo a administração municipal, as exigências de contrapartidas são justas e decorrem dos muitos reflexos de infraestrutura que serão suportados pela população Leopoldense. O governo do estado precisa ser mais sensível e republicano com o município e estas parcerias são o caminho para as compensações entre as duas esferas de poder.  Pelo andar das conversações sobre o assunto relativo ao Presidio estadual, caso o governo estadual não atenda as compensações exigidas pelo governo municipal, dificilmente o Semae vai fazer parte na obra e como consequência, a inauguração desta importante presidio deve ficar mais distante.

Redação do www.visaodovalesl.com.br/Colaborar: SCOM/PMSL

Autor

Bado Jacoby

bado@visaodovalesl.com.br

Publicidade

Banner Web Visão do Vale_969x131px Semae

2016 - Todos os direitos Reservados