O delegado Alexandre Quintão, responsável pela investigação, diz que a polícia procura o outro suspeito e que vai esclarecer todos os detalhes do fato após o depoimento dos presos, identificados como Jorge Gilberto da Silva Junior, 22 anos, William Gabriel Almeida Pereira,  18 anos, e Lucas Gabriel Pedroso Nunes,  21 anos. Segundo a investigação, Pereira seria o homem que aparece nas imagens de câmeras de segurança na porta da emergência, segurando uma arma longa, enquanto Silva Junior seria o motorista do carro usado pelo grupo. Já Nunes é suspeito de ser um dos dois criminosos que foram até a porta do setor de pós-atendimento do hospital e deram 29 tiros de pistola 9 milímetros no local, acertando Gabriel e outras duas pessoas atingidas por tiros de raspão nas pernas. O quarto suspeito segue foragido.

As investigações da Polícia Civil ouviu várias pessoas, analisou horas de imagens de câmeras de segurança e solicitou diversas perícias, principalmente no carro abandonado pelos suspeitos horas depois do crime. O delegado Quintão diz que Gabriel foi morto por engano porque o alvo dos presos, Alex Junior Tubiana, tinha uma desavenças com o possível mandante do crime por desavenças na atuação no tráfico de drogas.    A ordem para a execução saiu de dentro da Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de São Leopoldo. O preso que ordenou o assassinato foi transferido para a Penitenciária de Montenegro. Ele e Tubiana tiveram uma desavença dentro da Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ), em Charqueadas, ainda no ano passado.

Alex Tubiana, que havia saído do sistema prisional em outubro, aguardando colocar tornozeleira eletrônica, já que responde por pelo menos dois homicídios, teria sofrido uma tentativa de homicídio na semana passada e teria executado um dos suspeitos na Vila Brás. Ele procurou atendimento no HospitalCentenário e, no mesmo dia do crime, assinou termo de responsabilização e saiu do hospital. Desde então é considerado foragido do sistema prisional.

Foto: Divulgação PC

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